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Reforma Tributária

Reforma Tributária: o que muda para pequenas empresas a partir de 2026

CBS, IBS, Imposto Seletivo e uma transição que vai até 2033. Um guia direto sobre o que muda, quando muda e o que a sua empresa precisa fazer agora.

Marina DuarteSócia-fundadora · Contadora · 14 ago 2026 · 8 min de leitura

A Reforma Tributária sobre o consumo é a maior mudança no sistema de impostos do Brasil em décadas. Aprovada pela Emenda Constitucional 132/2023 e regulamentada pela Lei Complementar 214/2025, ela substitui cinco tributos por um modelo de IVA dual. A transição começou em 2026 e vai até 2033.

Se você tem uma pequena empresa, a boa notícia é que nada muda da noite para o dia. A má notícia é que quem deixar para entender depois pode perder dinheiro, principalmente na hora de negociar preços com clientes empresas.

O que muda, em resumo

SaiEntraQuem cobra
PIS e COFINSCBS (Contribuição sobre Bens e Serviços)União
ICMS e ISSIBS (Imposto sobre Bens e Serviços)Estados e municípios
IPI (na maior parte dos produtos)IS (Imposto Seletivo, sobre produtos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente)União

CBS e IBS funcionam no modelo de valor agregado: cada empresa da cadeia paga imposto só sobre o valor que acrescentou, abatendo como crédito o imposto das etapas anteriores. O imposto também passa a ser cobrado no destino, ou seja, onde está o consumidor, e não mais onde está o fornecedor.

O cronograma da transição

  • 2026: ano de teste. As notas fiscais passam a destacar CBS de 0,9% e IBS de 0,1%, valores que podem ser compensados com PIS e COFINS. É um período para os sistemas se adaptarem.
  • 2027: a CBS entra para valer e PIS e COFINS são extintos. O IPI é zerado para a maioria dos produtos e começa o Imposto Seletivo.
  • 2029 a 2032: o IBS sobe gradualmente enquanto ICMS e ISS caem na mesma proporção.
  • 2033: o sistema antigo deixa de existir e o novo modelo funciona por completo.

E quem está no Simples Nacional?

O Simples Nacional continua existindo. A empresa pode seguir pagando tudo pelo DAS, agora com CBS e IBS dentro da guia no lugar dos tributos antigos. A novidade é uma escolha que não existia:

  • Continuar 100% no Simples: mais simples, mas os seus clientes empresas aproveitam menos crédito de CBS e IBS nas compras que fazem de você.
  • Recolher CBS e IBS por fora do DAS: mantém o Simples para os demais tributos e permite que o seu cliente aproveite o crédito integral, o que pode tornar você mais competitivo.
Quem deve prestar atençãoEmpresas do Simples que vendem principalmente para outras empresas (B2B) são as mais afetadas. Se o seu cliente passar a comparar fornecedores pelo crédito que gera, essa escolha pode definir contratos.

O que fazer agora

  1. Revise seu cadastro fiscal: produtos e serviços precisam estar classificados corretamente (NCM e códigos de serviço), porque as alíquotas e reduções dependem disso.
  2. Atualize o sistema de notas: o emissor de notas precisa suportar os novos campos de CBS e IBS.
  3. Entenda o perfil dos seus clientes: quanto do seu faturamento vem de empresas que aproveitam crédito?
  4. Revise contratos longos: contratos que atravessam a transição devem prever como os preços serão ajustados.
  5. Simule os cenários: com o seu contador, compare ficar no Simples com a opção de recolher CBS e IBS por fora.
Na práticaAté 2027, o impacto no caixa da maioria das pequenas empresas é pequeno. O que não dá é para chegar em 2027 com sistema desatualizado e sem saber qual opção escolher no Simples.

Conclusão

A reforma promete um sistema mais simples no longo prazo, mas a transição exige atenção. Na Prumo, todos os clientes recebem simulações dos cenários da reforma e um calendário de adaptação. Se quiser entender o impacto na sua empresa, fale com a gente.

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Marina Duarte

Sócia-fundadora · Contadora na Prumo Contabilidade. CRC 1SP 000000/O-0.

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